Especial Finados: 7 artistas sertanejos que partiram e deixaram saudade

Marília Mendonça, Cristiano Araújo, Rick, Gabriel Diniz, João Paulo, Aleksandro e Leandro seguem presentes nas lembranças e nas canções
Algumas vozes permanecem mesmo depois da despedida. Ao recordar artistas sertanejos que morreram, o público também recupera músicas que acompanharam festas, viagens, histórias de amor e encontros em família.
Esses artistas sertanejos construíram trajetórias diferentes. Alguns alcançaram décadas de reconhecimento. Outros partiram quando ainda ampliavam seu espaço, deixando projetos e sonhos interrompidos.
Marília Mendonça, Cristiano Araújo, Rick, Gabriel Diniz, João Paulo, Aleksandro e Leandro fazem parte dessa memória. Relembrar suas histórias é olhar para o trabalho que realizaram, para além das circunstâncias de suas mortes.
Marília Mendonça transformou sentimentos em canções
Marília Mendonça ganha documentário com bastidores e histórias inéditas (Foto: Reprodução Redes Sociais)
Marília Mendonça ganhou reconhecimento como compositora antes de se tornar uma das principais vozes do sertanejo. Com interpretação direta e letras sobre relações, escolhas e decepções, aproximou sua música da experiência de milhões de pessoas. “Infiel”, “Eu Sei de Cor” e “Todo Mundo Vai Sofrer” estão entre os sucessos de sua trajetória.
Conhecida como Rainha da Sofrência, a artista também se tornou referência para outras mulheres do gênero. Sua obra apresentou personagens femininas com desejos, contradições e liberdade para contar a própria versão das histórias. A relação com o público ultrapassou os shows e fez de suas canções uma companhia cotidiana.
Marília morreu em 5 de novembro de 2021, aos 26 anos, após um acidente aéreo em Minas Gerais. A série documental sobre sua vida e carreira recupera registros e depoimentos que ajudam a conhecer a mulher por trás dos sucessos.
Cristiano Araújo deixou uma carreira em plena expansão
Cristiano Araujo Depois da Fama(Foto: divulgação)
Cristiano Araújo conquistou fãs com uma voz marcante e um repertório que combinava romantismo e animação. Músicas como “Efeitos”, “Maus Bocados” e “É Com Ela Que Eu Estou” ajudaram a levar seu trabalho a diferentes regiões do Brasil.
O cantor morreu em 24 de junho de 2015, aos 29 anos, em um acidente de carro em Goiás. A namorada, Allana Moraes, também perdeu a vida. A despedida interrompeu uma fase de forte projeção nacional, mas suas gravações continuaram encontrando espaço entre os admiradores.
Rick uniu talento de compositor e história nos palcos
Rick tinha mansão com nove suítes e até salão de beleza em Itu (Foto: Reprodução Redes Sociais)
Rick construiu ao lado de Renner uma trajetória ligada a músicas românticas, histórias familiares e referências da vida no interior. Como cantor e compositor, participou de um repertório que atravessou gerações, com sucessos como “Ela É Demais”, “Filha” e “Muleca”.
Sua atuação também alcançou outros intérpretes, que levaram suas composições a novos públicos. Essa versatilidade ajudou a fazer de seu trabalho uma presença importante no sertanejo, tanto diante do microfone quanto na criação das canções.
Rick morreu aos 59 anos em um acidente de helicóptero em Santa Catarina. Depois da perda, Renner anunciou um projeto dedicado ao legado da dupla, preservando a história musical construída pelos parceiros.
Gabriel Diniz levou alegria aos palcos brasileiros
Gabriel Diniz (Foto: Divulgação)
Gabriel Diniz conquistou o público com apresentações cheias de energia e uma forte ligação com o forró. Próximo também do circuito sertanejo, ampliou seu alcance nacional com “Jenifer”, música que se tornou um fenômeno e levou sua voz a festas por todo o país.
O artista morreu em 27 de maio de 2019, aos 28 anos, após a queda de um avião em Sergipe. Sua passagem pela música ficou associada ao bom humor, à presença de palco e à alegria que transmitia nas apresentações.
João Paulo marcou o sertanejo com sua segunda voz
Cantor sertanejo João Paulo (Foto: divulgação)
João Paulo formou com Daniel uma parceria que começou nos festivais e cresceu até alcançar o público nacional. Canções como “Estou Apaixonado” e “Minha Estrela Perdida” ajudaram a consolidar a identidade da dupla, reconhecida pela combinação das vozes.
O cantor morreu em 12 de setembro de 1997, aos 37 anos, em um acidente de carro. A perda interrompeu uma fase de sucesso de João Paulo e Daniel. As gravações dos dois permanecem como registros dessa união e da contribuição de João Paulo à música sertaneja.
Aleksandro construiu sua trajetória ao lado de Conrado
Aleksandro (Foto: Divulgação)
Aleksandro ganhou projeção na dupla Conrado e Aleksandro, com um repertório que encontrou público nos shows e nas plataformas digitais. Sua voz grave se tornou uma característica reconhecida pelos fãs, em músicas como “Certos Detalhes” e “E Daí”.
O artista morreu em 7 de maio de 2022, aos 34 anos, em um acidente com o ônibus da equipe na Rodovia Régis Bittencourt, em Miracatu, São Paulo. Outras cinco pessoas também morreram. Sua história permanece nas gravações, nas lembranças dos palcos e no carinho dos admiradores.
Leandro ajudou a escrever um capítulo popular do sertanejo
Leandro (Foto: Arquivo Pessoal)
Leandro integrou uma das duplas mais conhecidas do país. Sua voz está em sucessos como “Pense em Mim”, “Entre Tapas e Beijos” e “Não Aprendi Dizer Adeus”, músicas que aproximaram o sertanejo de públicos de diferentes idades e regiões.
O cantor morreu em 23 de junho de 1998, aos 36 anos, após enfrentar um câncer raro. A história do diagnóstico e da despedida de Leandro marcou sua família e os fãs. O repertório, porém, preserva uma lembrança que vai além da dor da perda.
Esses artistas sertanejos deixaram mais do que sucessos. Suas vozes guardam lembranças de quem os ouviu e continuam chegando a novos públicos. Recordar suas trajetórias é reconhecer a contribuição de cada um à música brasileira.
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