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De acordo com investigações Helicóptero de Rick voava em espaço não controlado

De acordo com investigações Helicóptero de Rick voava em espaço não controlado

Aeronave emitiu o último sinal às 11h34 e teria caído um minuto depois; classificação do espaço aéreo não indica voo irregular.

O cantor Rick, que morreu no último dia 21, estava em um helicóptero que voava por um espaço aéreo não controlado, segundo a Força Aérea Brasileira. Conhecido artisticamente como Rick Sollo, ele viajava com outras quatro pessoas quando a aeronave caiu em Urubici, na Serra Catarinense.

O helicóptero de Rick, um Bell 430 de prefixo PP-MGR, emitiu seu último sinal às 11h34. A FAB estima que o impacto tenha ocorrido aproximadamente um minuto depois, às 11h35, em uma região montanhosa coberta por mata densa.

As imagens recolhidas depois da localização ajudam a dimensionar a violência da queda. Os destroços do helicóptero revelam um impacto brutal, com a cabine destruída, a cauda separada e diferentes partes da aeronave espalhadas pela vegetação.

Helicóptero de Rick não precisava falar com controlador

A expressão “espaço aéreo não controlado” pode causar a impressão de que o voo acontecia sem regras ou acompanhamento. Tecnicamente, porém, o termo descreve uma área em que não é obrigatório manter contato permanente com um órgão de controle de tráfego aéreo.

Isso não significa que os pilotos fiquem sem informações. Dados meteorológicos, condições do aeródromo de destino e outros elementos necessários ao planejamento podem ser obtidos por meio do Serviço de Informação de Voo.

No trajeto realizado pela aeronave, esse serviço era prestado pela unidade de Curitiba, ligada ao Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, o Cindacta II.

FAB afirma que não havia proibição para o voo

De acordo com o coronel aviador Silvio Monteiro Júnior, a classificação do espaço não tornava a operação proibida. Mesmo com o cenário meteorológico desfavorável, não existia uma determinação específica impedindo o sobrevoo daquela região naquele momento.

A FAB informou que havia chuva forte, ventos intensos e baixa visibilidade provocada pela elevada nebulosidade. Essas condições fazem parte da investigação, mas ainda não podem ser apresentadas isoladamente como causa da tragédia.

O comunicado também não detalhou eventuais conversas mantidas pelos pilotos durante o trajeto. Até o momento, não foi esclarecido publicamente se houve contato com o Serviço de Informação de Voo ou emissão de algum alerta antes da queda.

Último sinal ajuda a reconstruir a cronologia

Segundo a cronologia apresentada pela FAB, o helicóptero decolou de Porto Belo às 10h30. A informação oficial menciona uma previsão de pouso em Criciúma às 11h24, enquanto as primeiras notícias sobre a viagem apontavam São Joaquim como destino do grupo.

Como a aeronave continuou o deslocamento depois do horário estimado, os investigadores passaram a analisar os sinais registrados. O último foi identificado às 11h34, pouco antes do momento calculado para o impacto.

A diferença de aproximadamente um minuto entre o sinal final e a queda pode ajudar na reconstrução do voo. A conclusão dependerá do cruzamento entre os dados da aeronave, a rota, a meteorologia e as evidências recolhidas na área.

Cinco pessoas morreram no acidente em Urubici

Além de Rick, estavam no helicóptero o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Ricardo dos Santos Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.

Os destroços foram encontrados no dia 22, depois de uma operação que mobilizou bombeiros, cães de busca, drones, viaturas e aeronaves. O acesso ao ponto da queda exigiu uma caminhada pela mata e uma complexa retirada aérea das vítimas.

A caixa-preta foi localizada durante a perícia inicial e encaminhada para análise. A expectativa é que o equipamento ajude a esclarecer os sons e as comunicações registrados na cabine antes do impacto.

Investigação ainda não definiu a causa da queda

Entre as possibilidades examinadas estão as condições meteorológicas, um eventual impacto contra obstáculos e a altitude mantida em relação às montanhas. Nenhuma dessas hipóteses foi oficialmente confirmada como causa.

O acidente é investigado pela Polícia Civil e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. O trabalho do Cenipa tem finalidade preventiva e busca identificar fatores que possam evitar ocorrências semelhantes.

Antes da viagem terminar em tragédia, o último áudio do cantor sertanejo registrou Rick falando sobre almoço, horário de chegada e coordenadas para um novo pouso. A gravação revela que o artista tratava o deslocamento como mais um compromisso de sua agenda.

O helicóptero de Rick estar em espaço aéreo não controlado não comprova irregularidade nem explica a queda. A informação ajuda a entender como o voo recebia orientações, mas somente a investigação poderá apontar os fatores que transformaram aquela viagem em uma tragédia.

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