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Maiara e Maraisa querem gravar em outras línguas

Maiara e Maraisa querem gravar em outras línguas

Os planos internacionais de Maiara e Maraisa incluem gravar em outras línguas, um projeto na América Latina e uma produção nos Estados Unidos

Dez anos indo a Portugal ensinaram a dupla que o público de fora não é só brasileiro saudoso. Os planos internacionais de Maiara e Maraisa nasceram dessa constatação.

Em entrevista antes do show no festival Sol da Caparica, Maraisa foi direta sobre o próximo passo. “Agora a pretensão é também gravar em outras línguas, alcançar mais o público”, disse. Os planos internacionais de Maiara e Maraisa vêm depois de uma temporada europeia cheia, que já rendeu mudanças visíveis na trajetória das irmãs.

Não é salto no escuro. A estratégia declarada é de avanço gradual.

A meta de gravar em outros idiomas

A ideia é adaptar repertório para idiomas que abram mercado na Europa e nos Estados Unidos. A dupla não detalhou quais línguas entram primeiro.

“Estamos fazendo degrau por degrau”, resumiu a cantora sobre o ritmo do plano. A frase define a abordagem: nada de lançamento internacional sem base construída antes.

O que já está no mapa:

  • Uma gravação prevista na América Latina
  • Um projeto internacional nos Estados Unidos, sem data anunciada
  • Adaptação de repertório para outros idiomas
  • Presença ampliada nos festivais europeus

A gravação na América Latina é o primeiro degrau concreto do plano. Sertanejo cantado em espanhol tem histórico de funcionar na região. É o caminho de menor atrito para quem quer testar mercado antes de encarar o público americano.

O que mudou na relação da dupla com Portugal

Maiara e Maraisa (Foto: Divulgação)
Maiara e Maraisa (Foto: Divulgação)

As irmãs frequentam o país há mais de dez anos, mas sempre com shows próprios. O Sol da Caparica, em 16 de agosto, foi a primeira participação delas em um festival português.

A diferença não é de tamanho de palco, e sim de plateia. Show próprio atrai quem já é fã; festival coloca a dupla diante de quem nunca ouviu falar delas.

Errar nesse tipo de palco custa caro, porque o público não perdoa repertório que não entende. Acertar abre porta para o circuito europeu inteiro no ano seguinte.

A cantora contou que a resposta veio de gente que não fala português brasileiro em casa. Segundo a produção, o público foi majoritariamente português, e não apenas a comunidade brasileira. É esse dado que sustenta a ambição de gravar em outros idiomas.

Levar sertanejo a plateia estrangeira exige repertório que se sustente sem a letra decorada. A temporada europeia deste verão passou por várias cidades, num ritmo bem diferente de quando a agenda no Brasil sofreu cancelamentos.

O disco que sustenta a virada

O álbum Melhor que Imaginei, lançado neste ano, é a base do momento. Os números no Brasil deram fôlego para a dupla pensar fora do país.

A faixa de trabalho “Quem Sente Saudade Sou Eu” teve boa recepção nos festivais portugueses, segundo a produção. Música que funciona ao vivo em praça estrangeira é o melhor teste antes de investir em versão traduzida.

As irmãs agradeceram publicamente as quatro cidades da turnê ao encerrar a passagem por Portugal.

Quem acompanha a carreira das cantoras viu a operação internacional crescer em silêncio, sem anúncio grandioso.

Se o degrau seguinte for mesmo o disco em outra língua, os planos internacionais de Maiara e Maraisa deixam de ser turnê de verão e viram disputa por um mercado que o sertanejo ainda não ocupou de verdade.

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